Aquela garotinha sou EU

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(...) Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3

Eu sou aquela garotinha magrela que ficava sentada no fundo da sala chorando e querendo a  mãe, que era zoada por ser magra demais e que chorava por tudo, que era surpreendentemente quieta e que falava pouco.

Eu sou aquela garotinha que demorava a se encaixar, que amava as aulas de educação artística pois adorava desenhar, pintar e criar coisas. A garotinha que teve que estudar em 6 colégios diferentes e se mudar 13 vezes acompanhando os pais missionários.


Eu sou aquela garotinha que andou de elefante no circo do Beto Carreiro, que adorava visitar museus e contava os dias para a próxima bienal do livro, que gostava de fazer pokémons de massinha, fazer cidades de papel e brincar na quinta da boa vista.


Eu sou aquela garotinha que cortou a franja no colégio e chegou em casa parecendo que tinha um bumbum de pombo na cabeça e que caiu de cara no chão na escola e machucou os lábios, ficando um bom tempo com um “bigode” de casquinha de ferida. Aquela garotinha cheia de cachinhos que gostava de imitar a Eliana.



Eu sou aquela garotinha que quando crescesse queria ser deputada, mas que depois descobriu o que os deputados faziam decidiu ser Advogada. A garotinha que sofreu bullying por ser magra demais, por ser gordinha demais, por ser muito quieta, por ser muito faladeira e por ser evangélica (pois é).


Eu sou aquela garotinha que em uma lição de humildade dada pelo pai, em um certo Natal escolheu a melhor boneca da loja acreditando que seria um presente para uma outra menina que não tinha nenhum brinquedo e que depois ficou um pouco decepcionada quando descobriu que a boneca na verdade era pra ela mesma, pois ela realmente gostaria de ver a alegria de outra pessoa.


Eu sou aquela garotinha que ficava brincando embaixo da mesa de trabalho da mãe, que no retiro de carnaval da igreja ao invés de ficar brincando com as outras crianças preferia ficar jogando sinuca com o pai. A garotinha que viajava com os pais missionários e que aprendeu que o mundo não é um lugar justo para todos.



Eu sou a garotinha que depois que se adaptava nunca permitia que alguém se sentisse excluído, que odiava competição plantada e ver pessoas oprimindo outras. Aquela garotinha que sempre perdoava tudo o que faziam com ela e que tentava compreender à todos, mesmo aqueles que queriam seu mal.


Eu sou aquela garotinha comum e especial ao mesmo tempo, sem mimimi, e sem papo de criança índigo superior, eu era aquela garotinha com suas peculiaridades e normalidades, uma criança feliz, criada pelos melhores pais do mundo. Eu sou aquela garotinha que aprendeu a importância de sempre ajudar os outros, a não se sentir melhor do que ninguém e a rejeitar a falsa humildade.

Eu ainda sou aquela garotinha, que passou por alegrias e tristezas que se alegrou e que infelizmente se decepcionou com muita coisa e com muita gente, mas que não deixou que ninguém apagasse a sua essência e que mesmo sabendo que quem é luz incomoda quem é das trevas, não vai deixar que ninguém a apague.

Posso não estar nos meus melhores dias, mas tenho orgulho da criança que fui e da adulta que me tornei, me orgulho de nunca ter sido falsa e mesquinha e, acima de tudo, me orgulho de nunca, em hipótese alguma querer o mal de alguém.


O mal do mundo não vai me mudar!

Aquela garotinha sou EU!



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