Minhas Séries preferidas (Parte II: séries finalizadas)

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Em continuação à listas de minhas séries preferidas (clique aqui para ver a Parte I: Séries que estão em exibição) agora vou falar das séries que já foram finalizadas ou canceladas. Uma série, como tudo na vida, não dura para sempre. Apesar de em alguns casos realmente parecer que uma série nunca vai ter fim, muitas séries acabam: por naturalmente a história caminhar para o final ou por um cancelamento, quando muitas vezes uma série termina sem ter um final claro.

A TV aberta norte-americana - assim como na maior parte do mundo - funciona como uma loteria. As emissoras apostam num seriado de TV, encomendando um episódio piloto, que, se fizer sucesso, poderá ter mais 10 ou 12 episódios encomendados. Estes episódios, ainda obtendo sucesso, fazem com que a emissora peça mais 10 ou 12 episódios, fechando uma temporada. Sucesso, neste caso, significa audiência, sendo assim, um seriado com pouca audiência pode ser cancelado já no seu episódio piloto. (Fonte: Saraiva Conteúdo)

Então aqui está o meu Top 5 de Séries que já foram canceladas:


Top 5 Séries finalizadas:

1. Breaking Bad

Criada em 2008 por Vince Gilligan e finalizada em 2013.
Sinopse: A história de Breaking Bad se passa em Albuquerque, Novo México (onde também é produzida), e gira em torno de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química do ensino secundário/médio pouco apreciado, com um filho adolescente que sofre de paralisia cerebral (R.J Mitte) e uma esposa grávida, Skyler (Anna Gunn). Quando o já tenso White é diagnosticado com cancro do pulmão, sofre um colapso e abraça uma vida de crimes, produzindo e vendendo metanfetaminas com o seu ex-aluno Jesse Pinkman (Aaron Paul), com o objectivo de assegurar o futuro financeiro de sua família no caso da sua morte.

Temporadas: 5 (62 episódios)

Breaking Bad é uma unanimidade: simplesmente a melhor série da história! A série foi sucesso de crítica e público, gerando frases de efeito e memes que vemos até hoje, Breaking Bad, com certeza já entrou metendo o pé na porta do rol dos clássicos da cultura pop! A história de um fracassado professor de Química que se torna um Badass traficante de metanfetamina é totalmente demais! Muito tiro, muita briga, traição, mentiras e muitas, muitas cenas de café da manhã!


As atuações de Bryan Cranston como Walter White, Aaron Paul, como Jesse Pinkman e Dean Norris - Sim, o Big Jim de Under The Dome- como Hank Schrader são os grandes destaques, além é claro do brilhante texto e fotografia. Nas cenas observa-se cores frias com a predominância do verde e, ás vezes, do amarelo, com um contraste pontual de cores vivas em figurinos ou objetos. Os personagens são controversos, agem por impulso e, no caso de Walter, com ações friamente calculadas. A trilha sonora é uma atração à parte, onde destaca-se a linda canção Baby Blue do Badfinger que entoa as cenas o episódio de series finale. Também não posso deixar de citar que até a escolha dos títulos dos episódios ajudam a emoldurar a série e com um pouco mais de atenção podem revelar um pouco além da história.

Curiosidades:

- As já icônicas pedras azuis de Heisenberg são nada mais que balas em forma de pedrinhas. 

- Assim como o personagem, o ator R.J. Mitte tem paralisia cerebral na vida real, porém moderada, e teve que aprender a andar de muletas e a melhorar sua dicção para conseguir o papel de Walt Jr.

- Um agente do DEA ensinou como fazer metanfetamina.

-  A equipe de The Walking Dead auxiliou na cena “Duas Caras” de Gus Fring

- O nome do personagem Saul, o advogado que sempre tem uma carta na manga para ajudar seus clientes contraventores, vem da expressão “It’s all good, man!”, em tradução livre, “tá tudo bem, cara!“. E ele tem um website de verdade.

Bônus: 

Saul Goodman, aliás, será o protagonista do Spin Off de Breaking Bad, "Better Caul Saul" que tem sua estréia marcada para este ano.

2. Blossom

Criada em 1991 por Don Reo e finalizada em 1995.

Sinopse: Blossom (Mayim Bialik) é uma adolescente de 15 anos, muito inteligente e sarcástica, que mora com o seu pai Nick Russo (Ted Wass) e seus irmãos. Sua mãe se separou de seu pai, largando tudo para viver sua própria vida e tentar realizar um sonho: obter sucesso como cantora - assim, foi morar em Paris, onde Blossom sonha ir para visitá-la. Nick tenta então reestruturar a família, enquanto atua como músico amador, ganhando a vida tocando pelos mais diferentes lugares. Blossom sempre pode contar com a melhor amiga Six LeMeure (Jenna von Oÿ), uma garota que fala tão depressa que a maioria das pessoas não consegue entendê-la. Mas ainda tem que compartilhar a atenção do pai com o irmão Joey (Joey Lawrence), que se julga um garoto perfeito, mas que na verdade é nada inteligente e sim um viciado em garotas e em beisebol. Já o irmão Anthony (Michael Stoyanov) é um ex-viciado em drogas que luta para se recuperar.

Temporadas: 5 (114 episódios)

Mayim Bialik é uma atriz que tenho guardada no coração pois ela fez/faz parte de duas séries que amo, sim, ela é a Blossom do seriado Homônimo e a Amy de The Big Bang Theory. Blossom foi exibida em 1997 e eu tinha 6 anos, esta foi a primeira série que vi na vida!

Mayim Bialik e Johnny Galecki já haviam contracenado juntos em Blossom, agora eles são, respectivamente, a Amy e o Leonard de The Big Bang Theory.
Blossom era engraçada, tinha um clima gostoso do finalzinho dos anos 80. O figurino era exagerado, com calças de cintura alta, camisas estampadas e costeletas para os homens e coletes com bermudas largas para as mulheres, além do lindo chapéu com um girassol característico da protagosnista. A maior parte  da série se passa na casa de Blossom e as cenas de Six falando descontroladamente rápido davam o tom ágil da história.

Curiosidades:

- Um dos escritores do show decidiu colocar o nome de uma das personagens de “Six” depois de um amigo que ele conheceu no colégio, cujo nome é Seven.

- Embora ela interpretasse a filha mais nova da família, Mayim Bialik (Blossom) é quatro meses mais velha que Joseph Lawrence (Joey).

- No episodio piloto, os pais de Blossom ainda eram casados.

- Ted Wass (Nick) dirigiu 18 episódios da série, incluindo o episódio final.

- Após o término das gravações de Blossom, Mayim Bialik se formou e é PHD em Neurociência, ou seja,dos atores de The Big Bang Theory, Mayim é a única Drª de verdade.

3. Everybody Hates Chris

Criado em 2005 por Chris Rock, Adrienne Carter, Don Reo e Kali Londono, inspirado nas experiências pessoais do próprio comediante Chris Rock foi cancelada em 2009.
Sinopse: Motivado por suas experiências de infância , o comediante Chris Rock narra a própria história muito divertida e comovente de um adolescente crescendo. A série tem início em 1982 quando, Chris, o mais velho dos três filhos completa 13 anos em em Brooklyn, Nova Iorque. Cheio de sonhos e de esperanças, um adolescente comum, Chris se muda com sua família para " Bed - Stuy (fazer ou morrer em inglês). Enquanto seus pais estão trabalhando , ele é responsável por cuidar de seu irmão mais novo o Drew , que é mais alto e mais confiante do que Chris e sua irmã Tonya , que recebe toda a atenção dos pais. O pai do Chris, Julius trabalha em dois empregos para sustentar sua família . Sua mãe Rochelle comanda a casa com um orçamento apertado , ela é muito rigorosa , e trabalha em empregos ocasionais. Com sua mãe determinada a vê-lo em uma boa escola , embora Drew e Tonya vão para a mesma escola no bairro onde vivem , Chris relutantemente enfrenta múltiplas transferências de ônibus todos os dias para ir ate a Corleone Junior High , no bairro italiano South Shore (onde a maioria esmagadora dos moradores é branca). Apesar de ser um alvo imediato para os valentõespor ser o único garoto negro da escola , Chris, com seu charme inato e inteligência afiada faz amizade com Greg , um garoto esperto ... que não pode lutar.

Temporadas: 4 (88 episódios)

Chris Rock é um dos comediantes mais conhecidos e bem-sucedido dos Eua e comenta sua própria história em Everybody Hates Chris, que faz uma paródia do nome de outra série, Everybody Loves Raymond. O dia-dia, praticamente sofrido de Chris tem tudo para ser hilário: uma irmã mala, um irmão mais velho mais alto e bonito que ele, um pai super muquirana e uma Mãe completamente histérica!

Clááááássico: Meu marido tem 2 empregos!

Tyler James Williams conseguiu dar conta de interpretar o perspicaz porém inocente Chris Rock porém o destaque fica com Tichina Arnold que dá vida a completamente hilária Rochelle que é a versão americana de Dona Hermínia (Minha Mãe é uma peça). Um grande diferencial é a narração do próprio Chris Rock no áudio original que dá um quê a mais, pois mostra o protagonista narrando a própria vida do futuro.

Curiosidades:

- Terry Crews, o Julius (pai de Chris), é ex-jogador profissional de futebol americano.  Ele jogou no Los Angeles Rams, San Diego Chargers, Washington Redskins e no Philadelphia Eagles.

- Apesar de ter sido cancelada, o final da série, coincide com a época em que o pai de Chris Rock morreu, e que ele largou da escola e foi tentar a vida de comediante.

- A personagem Tonia, foi baseada no irmão de Chris, Tony Rock, que também é comediante.

- O personagem Monk, Todd Bridges, participou da série Arnold (Diferent Strokes), onde interpretava o irmão do protagonista, Willis.

- Chris Rock aparece na série, em um episódio, interpretando o conselheiro escolar, Sr. Abbot, que tenta ajudar o protagonista com conselhos nada ortodoxos.

4. The Fresh Prince Of Bel Air

Criada em 1990 por Andy Borowitz e Susan Borowitz e finalizada em 1996.

Sinopse: Após uma briga com consumidores de droga, a mãe de Will, temendo que o futuro do filho passasse pelo mundo do crime, resolve enviá-lo para a mansão de sua irmã e de seu cunhado Phillip Banks, um advogado, que depois se tornou juiz, muito bem estabelecido, que mora no elegante e luxuoso bairro de Bel Air em Los Angeles, para que o filho possa ter uma educação de alto nível. No início, Will não se dá muito bem, pois sendo um garoto humilde, vindo de um bairro pobre, comporta-se de maneira inadequada, além de se mostrar desinteressado pelos estudos e ainda provocar várias trapalhadas aos tios e primos na sofisticada casa, em Bel Air.

Temporadas: 6 (148 episódios)

Nas memoráveis tardes do SBT bem na hora em que eu chegava do colégio (para os que não sabem eu estudo de manhã desde a 1ª série) eu mal podia esperar para ver mais um episódio de Um Maluco no Pedaço. Will Smith realmente colocou no protagonista todo o seu talento cômico.


Apesar das mudanças das atrizes que interpretaram  a personagem Vivian, Janet Hubbert-Whitten (1ª a 3ª temporada) e Daphne Maxwell Reid (4ª a 6ª temporada), a série foi muito bem conduzida e arrancou gargalhadas em todos os episódios. O destaque é de Afonso Ribeiro, o Carlton com sua famosa dança ao som de "It's not unusual", de Tom Jones, o que completa arrebatadoramente os pontos altos da série. Outro grande destaque é a brilhante atuação de Joseph Marcell, como Geoffrey com pitadas do já conhecido ácido humor inglês.

Curiosidades:

- Após se tornar um rapper famoso, Will Smith começou a gastar mais do que tinha, e quase foi a falência, e a série foi a saída que ele encontrou para pagar todas suas dívidas.

- Todas as vezes que Jazz é jogado para fora da mansão, ele está usando a mesma roupa. Foi gravada apenas uma vez a cena dele sendo expulso, que foi reaproveitada durante toda a série. Apenas quando ele foi jogado com uma foto gigante de Bill Cosby, essa cena foi regravada.

- Will Smith e Karyn Parsons (Hillary), fizeram aparições em Blossom. Will como ele mesmo, o rapper Fresh Prince, o qual Blossom quase fica doida ao conhecer e Karyn como Hillary Banks.

- Janet Hubbert Whitten (a 1ª Vivian) brigou com Will Smith várias vezes durante as gravações, e sua saída do programa aconteceu após ela engravidar, o que resultou em uma quebra de contrato. Até hoje os dois não se falam.

- Tisha Campbell, a Jay de Eu, a Patroa e as Crianças participa da série, onde faz uma namorada de Will.

5. My Wife And Kids

Criada em 2001 por Don Reo e Damon Wayans e cancelada em 2005
Sinopse: A série mostra o cotidiano atrapalhado de um comerciante de meia idade, Michael Richard Kyle, interpretado por (Damon Wayans), dono de uma empresa de caminhões que mora com a sua família nos subúrbios de Stamford, Connecticut. Ele é casado com Janet, normalmente referida como "Jay" (Tisha Campbell), que era uma dona de casa que começou a trabalharrecentemente, (mas que decidiu tornar-se uma dona de casa mais uma vez depois de ser demitida de seu trabalho na temporada). Michael e Jay têm três filhos: Michael Kyle Jr, geralmente chamado simplesmente de "Junior" (George O. Gore II), ele é o filho mais velho que Michael e Jay o tiveram quando Jay tinha apenas 16 anos de idade; Claire (Jazz Raycole, mais tarde Jennifer Nicole Freeman), sua filha do meio, que é uma típica adolescente americana, e Kady, a caçula (Parker McKenna Posey), que normalmente arruína os planos de Michael. 

Temporadas: 5 (122 episódios)

My Wife and Kids é mais uma figurinha carimbada das tardes do SBT. Damon Wayans, um verdadeiro mestre em filmes de comédia conseguiu realizar uma série divertida e que agrada todas as idades. As personalidades extremas de seus filhos e as tiradas de Jay complementam a ótima história da família Kyle.



Tisha Campbell arrasou interpretando Jay, com seu jeito elétrico e mandão, há de se destacar a surpreendente atuação de Noah Gray-Cabey que, mesmo tão jovem deu o tom certo ao seu Franklin. As técnicas pouco ortodoxas de Michael para educar os filhos garantem muitas risadas, fazendo da série um sucesso até hoje, quando ainda é reprisada.

Curiosidades:

- Jazz Raycole, que interpretou Claire no início da série, foi tirada da série por causa da sua mãe, que não aprovou o rumo que a personagem de sua filha ia tomar na segunda temporada.

-  Tisha Campbell usou perucas durante as últimas temporadas, o que gerou boatos de que a atriz estava fazendo tratamento contra um câncer. De acordo com ela, era apenas um hobby e que ela estava com os cabelos presos por baixo.

- Os episódios em que Jay se ausenta para passar algumas semanas com sua mãe foi por causa da gravidez da atriz. Os produtores até tentaram esconder algumas vezes, mas sempre era possível perceber que ela estava grávida.

- O último episódio da quinta temporada terminou com um intenso cliffhanger, mas não foi feito pra ser um series finale. Infelizmente, o cancelamento da série foi anunciado um dia depois deste episódio ir ao ar.

Bônus - Uma série que eu gostaria que fosse exibida:

Série 3%
(Série brasileira)

Criada por Pedro Aguilera, com direção de Jotagá Crema, Dani Libardi e Daina Gianecchini, 3% aguarda orçamento para ter seus episódios gravados e já tem uma versão bem cotada, mas compacta, no YouTube.

Sinopse: A concepção da série 3% é apresentar um mundo onde a maioria da população vive no "Lado de Cá" (decadente, miserável e corrupto), e onde os jovens, ao completarem 20 anos, se submetem a uma seleção humilhante como única chance na vida de ir para o "Lado de Lá", onde há dignidade. Apenas 3% dos inscritos são aprovados e serão aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. O processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais. A série acompanha a luta dos personagens para fazer parte dos 3% dos aprovados que irão para o Lado de Lá. Recentemente recebeu da Ancine o aval para um orçamento de R$ 4.288.096,95 para a produção de sete episódios de uma hora cada um que estão a cargo da Boutique Filmes. A produtora agora negocia com canais abertos e pagos.

Depois que assisti os 3 episódios piloto avassaladores que os produtores liberaram no Youtube, conto os dias para ver essa série no Ar. Acho que é a primeira série brasileira que que realmente está no nível das produções americanas!


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Um comentário:

  1. Achei interessantes as séries. Sou particularmente fã de Breaking Bad. Mas senti um tom muito perigoso de imperialismo cultural estadunidense. Principalmente na última sugestão, que é da série brasileira, onde você disse que um dos motivos para estar entusiasmada com ela era que a produção era parecida com a americana. O Brasil é um país muito diferente dos Estados Unidos e com uma cultura muito rica que, em minha opinião, precisa ser bem mais estimulada e apreciada. Mas como eu disse, é uma questão de opinião 😉

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